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1. Cristiano Ronaldo: ganhou a Bola de Ouro, a Bota de Ouro e tem uma estátua maior do que ele. 2. Enzo Pérez: com ele o Benfica teve autoridade e chegou à tripleta. Castigado, viu-se o que acontec..." /> Semanada - Record
23 Dezembro, 2014

Os bons, os maus e os cromos de 2014 (1.ª parte)

1. Cristiano Ronaldo: ganhou a Bola de Ouro, a Bota de Ouro e tem uma estátua maior do que ele.

2. Enzo Pérez: com ele o Benfica teve autoridade e chegou à tripleta. Castigado, viu-se o que aconteceu na final da Liga Europa.

3. Jorge Jesus: é o treinador da tripleta, mas está longe ainda de chegar ao estatuto de Jesualdo Ferreira, o único técnico português a fazer um “tri”.

4. Leonardo Jardim: é o treinador que não engana – com ele há sempre resultados garantidos. Apurou o Sporting para a Champions; pegou no Monaco e ganhou o grupo à frente de Leverkusen, Zenit e Benfica.

5. Henrique Jones: nos filmes, a culpa é sempre do mordomo, na Seleção foi do médico, o primeiro a cair a seguir ao Mundial catastrófico.

6. James Rodríguez: um craque com cara de bebé que maravilhou no Mundial.

7. Rui Costa: fez o “tri” na Volta à Suíça. É o melhor ciclista português de todos os tempos. Deixemos os revivalismos para trás.

8. Marcos Freitas: conseguiu o impensável – joga melhor ténis de mesa do que alguns chineses encartados. Liderou a Seleção no título europeu de equipas.

9. Rafa: deixem-no crescer e verão o que é um craque. Para já é o Hazard português.

10. William Carvalho: protagoniza o caso típico da jovem promessa que precisa de enquadramento urgente.

11. Tiago: final de carreira dourado, com título espanhol e regresso à Seleção.

12. Rui Vitória: dêem-lhe os ovos que as suas omeletas pedem.

13. Marco Silva: merecia um presidente à altura.

14. Bruno de Carvalho: não tem estado à altura dos treinadores que bem escolhe.

15. Jackson Martínez: fortíssimo goleador, o melhor da Liga, grande negócio em potência para o FC Porto.

16. Vítor Pereira: a melhor recauchutagem do futebol português – de treinador provinciano a inteligência justamente considerada.

17. Fernando Gomes: o presidente institucional que lida mal com a pressão; ou o presidente que planeia bem, mas às vezes tem decisões incompreensíveis.

18. Luís Duque: o sportinguista que é presidente de todos os clubes menos do Sporting.

19. Vítor Pereira: uma inteligência da arbitragem eternamente incompreendida.

20. Pedro Proença: um grande árbitro que gosta de dar o passo maior do que a perna.

21. Mário Figueiredo: o desaparecido em combate.

22. Tarantini: mestre em transições, goleador de conveniência.

23. André Gomes: o falso lento que não se vai ficar pelo Valencia.

24. Ruben Neves: a joia (cada vez mais) rara da formação portista.

25. Rui Jorge: um futuro selecionador nacional.

26. Paulo Bento: penalizado pela justiça “olho por olho, dente por dente”.

27. Telma Monteiro: em busca do ouro que foge, foge, foge.

28. João Sousa: Portugal está no mapa-mundi do ténis, mas continua difícil de encontrar.  

29. Lopetegui: o novo Co Adriaanse – certezas já tem, faltam-lhe os títulos.

30. Quaresma: o parte-bancos.

31. Nani: a segunda vida será muito melhor do que a primeira.

32. Talisca: o faz-tudo de Jesus, à frente, atrás, goleador, armador.

33. Sérgio Conceição: acaba o ano à frente da equipa que melhor joga em Portugal.

34. António Fiúsa: presidente de um pequeno clube que tem grandes convicções.

35. Hernâni: guardado para o melhor negócio – ou o novo duelo Benfica-FC Porto em perspetiva.

(Segue)

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20 Dezembro, 2014

Alguém acredita que vai deixar de haver fundos só porque a FIFA os proibiu? (1)

A questão da propriedade do passe dos jogadores por uma terceira parte foi das mais discutidas no ciclo de conferências “The Future of Football”, organizado pelo Sporting.

Que não, não pode ser, porque essa terceira parte, abrigada na formulação jurídico-económica de “fundo de investimento”, desconhecida, tem interesses ocultos que põem em causa a integridade do jogo.

Que sim, tem de ser, porque só com o apoio de fundos os clubes menos dotados do ponto de vista financeiro têm acesso a futebolistas de maior qualidade para assim poderem construir equipas mais competitivas.

São duas teses que, apesar de antagónicas, deviam ser tidas em consideração pela FIFA, que, cegamente, cortou a direito e só atendeu à argumentação dos que temem pela integridade do futebol.

Jonny Nye, da SRG Capital, consultora que trabalha na área do negócio futebolístico, deixou em “The Future of Football” uma visão sensata sobre como se deve lidar com os fundos: “Não os proíbam, legislem.” Isto é, não convidem os participantes nos fundos a trabalhar em zonas ainda mais escuras do negócio, aí sim colocando definitivamente o jogo em causa. Porque, alguém acredita que os fundos deixarão de existir só porque a FIFA os proibiu?

Na verdade, criar um quadro legislativo, de modo a propiciar a sua regulação, é o caminho mais acertado.

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4 Dezembro, 2014

João Pereira condenado ao ostracismo

A melhor parte da história é aquela que fica por contar. Faz parte das melhores narrativas esta técnica de manter a audiência em suspenso, agarrada à trama até ao clímax final. E para quê este introito sem graça? Porque é o que a novela escrita por Nuno Espírito Santo, em Valência, me faz lembrar.

Diz o treinador que João Pereira não joga porque há melhor no plantel. Quem? Barragán? Alguma vez jogou na seleção espanhola? João Cancelo?

Quando Nuno Espírito Santo contar a parte da história que ficou em falta ficaremos todos a saber melhor por que não joga João Pereira, apesar das reclamações dos adeptos. Ou não. Porque há coisas que nem os treinadores da moda conseguem revelar.

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