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A Supertaça é aquele jogo de início de festa onde se juntam as duas melhores equipas da época anterior na presunção de que podem oferecer um “plus” aos adeptos – uma partida onde ..." /> Semanada - Record
29 Maio, 2011

Mónaco, 26 de agosto

A Supertaça é aquele jogo de início de festa onde se juntam as duas melhores equipas da época anterior na presunção de que podem oferecer um “plus” aos adeptos – uma partida onde não há ainda muita pressão, apesar de ninguém gostar de perder.

A 26 de agosto, no Mónaco, há pela primeira vez em muitos anos um aliciante extra: para além duas equipas vencedoras estarão frente a frente duas ideias de futebol que radicam na mesma matriz. De um lado o Barcelona, de Guardiola, do outro o FC Porto, de Villas-Boas, que aprecia… Guardiola.

Como diz alguém, será um jogo “entretido” e de resultado muito mais imprevisível do que os das finais da Champions e da Liga Europa. Penso eu de que. 

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23 Maio, 2011

AVB sai ou não sai? Não sai

A “short list” de Roman Abramovich encurtou tanto que agora só já tem um nome: André Villas-Boas. O trajeto do treinador do FC Porto é tão brilhante que o dono do Chelsea deixou até cair a sua solução de recurso preferida: o holandês Guus Hiddink. Ele apenas vê um treinador… AVB.

Despedido que foi Carlo Ancelotti, Abramovich está disposto a fazer valer o seu principal argumento: a força do dinheiro. Só que do outro lado está alguém com um objetivo muito claro para além de engordar a conta bancária.

AVB tornou o FC Porto numa máquina de jogar futebol verdadeiramente indestrutível e quer reservar-se o direito de fazer uma tentativa. Nos 10 ou 12 anos de carreira que lhe restam (projeção feita pelo próprio), depois de tantos recordes batidos esta época, o treinador dos dragões quer tentar igualar o treinador especial em “mais uma África”: ganhar a Liga dos Campeões com o FC Porto na época imediatamente a seguir ao triunfo na Taça UEFA/Liga Europa. Para isso precisa trabalhar mais um ano no Dragão. 

Um promessa do presidente já tem: jogadores importantes não saem.   

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17 Maio, 2011

Temos pena, mas Ryder Cup filou-a o Sarkozy

Portugal perdeu a organização da Ryder Cup'2018 para a França, “com toda a naturalidade”.

Num quadro de absoluta penúria, quando meia-Europa tem dó e a outra meia exige que definhemos na maior das pobrezas, uma comissão de iluminados, por acaso encabeçada pelo ministro que há um ano decretou o fim da crise – esse mesmo, o eng. Manuel Pinho dos “corninhos” na Assembleia da República – torrou 300 mil euros ao erário público para trazer para a Herdade da Comporta “a 3.ª competição mais impactante do Mundo, a seguir aos Jogos Olímpicos e ao Mundial” (sempre julguei que fosse o Mundial de Fórmula 1…).

Apesar das boas intenções – que permitiriam, dizem, um retorno financeiro de muitos milhões de euros e tornariam os tais 300 mil euros num bom investimento -, a organização da Ryder Cup foi agora atribuída formalmente à França, de Sarkozy, que não está para brincadeiras.

Faria algum sentido que, enquanto ele e os alemães entram com o dinheiro para os pobrezinhos, sejam os pobrezinhos a divertir-se com ryders cups, euros, candidaturas aos mundiais, etc. ?

Acabou-se, portanto, a festa, e isto foi só um princípio que não dói nada. Dá até para rir, o desespero do pessoal bem intencionado.

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11 Maio, 2011

É preciso não perder o norte

O Tribunal Administrativo de Lisboa veio concluir que algumas decisões da justiça desportiva que penalizaram FC Porto, Boavista e respetivos presidentes foram “ilegais e parciais.”

Mais acórdão menos acórdão, mais recurso menos recurso, toda a gente já viu como isto vai acabar: o Apito Final não existiu, o Apito Dourado é história do tempo em que os animais falavam.

É preciso, no entanto, não esquecer que a história não se faz por decreto, não se confina a acórdãos e sentenças judiciais. Está aí a memória coletiva para fazer prova da existência de factos espetaculares, conversas escutadas pela polícia inimagináveis mas longe de terem sido um delírio.

Nestas como noutras circunstâncias, é preciso não perder o norte.

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9 Maio, 2011

Record e o acordo ortográfico

Segue texto apresentado por mim no painel “Novo acordo ortográfico, desafios e respostas”, integrado no Bibliotecando'2011, organizado em Tomar.

A língua é um objeto construído
Ferdinand de Saussure

O Record foi o primeiro jornal de circulação nacional a adotar o novo acordo ortográfico, no início de 2009, e daí para cá tornou-se objeto de curiosidade em diversos fóruns.

Não por sermos os dinossauros da língua, muito pelo contrário, mas por nos verem como uma espécie de extraterrestres que invadiram terreno sagrado.

Por que avançámos, em 2009, com a implantação de um conjunto de regras aprovadas desde 1990? Por uma razão simples: por ser da nossa natureza trabalhar com o que é novo – e já é uma concessão considerar novo o que tem agora mais de 20 anos.

Os meios de comunicação nasceram para socializar a novidade e é normal que tenham sido eles a dar o primeiro passo na universalização das regras que vão modificando a sua principal ferramenta de trabalho, a língua. Foi o Record o primeiro, podia ter sido o Expresso ou a Agência Lusa, que também já usam a nova ortografia.

Perguntam muitas vezes aos jornalistas do Record se não foi um choque a transição da antiga para a nova ortografia. Pela minha parte, nunca iludo quem quer ver satisfeita a curiosidade. É claro que foi um choque!  Mas tratou-se de um choque que a poucos, e durante pouco tempo, deixou atordoados.

As chamadas consoantes mudas caíram naturalmente das palavras porque há muito estavam… mortas. Existiam convencionalmente na nossa escrita, mas a verdade é que ninguém lhes ligava, coitadas.

Tem sido mais difícil aceitar escrever os meses do calendário em minúsculas, ou o nome das estações do ano, que foram embelezando as nossas redações da escola primária, nos tempos em que Portugal não tinha fronteiras, antes possuía barreiras opacas que não deixavam passar a luz do conhecimento.

O português falado é uma língua forte, viva, e não havia razão para que a escrita continuasse agarrada a uma série de dogmas alimentados pela esquizofrenia dos “intelectualmente” superiores.

É natural que haja resistências ao novo acordo ortográfico. Sempre assim foi em todas as áreas da experiência e do conhecimento. É o uso que dele faremos que permitirá encontrar um ponto de reunião entre todos os falantes.
No Record não deixámos de apanhar um comboio que arrancava, mas também impusemos as nossas próprias condições a quem passou o bilhete. O espectador passou a espetador? O pára é para? Estranho. Tais exemplos não fizeram parte do contrato inicial e só o tempo permitiu que essas novas palavras fossem assimiladas.

Como escreveu Roland Barthes, enquanto instituição social, a língua não permite ao indivíduo criá-la ou modificá-la.

A língua exige de nós um contrato para a utilizarmos, segundo Saussure.

Diria então que a língua é um trabalho coletivo. Não vale a pena tentar obstruir aquilo que a maioria vai alterando com a utilização corrente que dela faz e o trabalho político de sistematização dessas alterações não pode ter a pretensão de impor aos falantes aquilo que eles próprios foram atualizando.

Nesta altura, a própria discussão do acordo ortográfico politicamente aprovado e que a todos se pretende impor está ultrapassada. Quem não quiser apanhar o barco fica em terra. Sempre assim foi, dificilmente deixará de o ser. Um dia outro barco passará…
Mais importantes desafios se colocam nesta altura à língua, fruto da utilização de meios digitais de transmissão de mensagens aceleradas pela voracidade do tempo.

Para esta curta comunicação, pedi à minha filha de 13 anos que simulasse uma conversação via SMS e o resultado foi este. Ilegível, mas percetível.

1 : Olá td bm?
2 : Sim e cntg?
1 : Tbm k fazes?
2 : Vou a praia de Carca e tu?
1 : Eu kero ir ao cinema mas n sei se posso
2 : Ok ads bjs
1 : Xau bjs

A abreviação das mensagens começou nas mensagens instantâneas dos telemóveis, mas basta hoje consultar os fóruns da internet para perceber que a aceleração da escrita está a criar um novo código que terá inevitavelmente os seus reflexos na língua.

Estaremos preparados para mais esta revolução que exigirá um acordo ortográfico em permanente atualização? Parece-me ser nesta altura a questão mais difícil de resolver, quando o português assume formas antes impensadas.

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6 Maio, 2011

António Salvador lembra Jesualdo… e bem

António Salvador, presidente do Sp. Braga, lembrou justificadamente a participação de Jesualdo Ferreira e Jorge Jesus no percurso ascensional do clube.

Depois de os ter maltratado, em especial a Jesualdo Ferreira, que não mereceu a renovação de contrato, o líder bracarense redimiu-se. Mesmo assim ainda se esqueceu de Jorge Costa. De qualquer forma, já é um princípio, esta atitude de gratidão.

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3 Maio, 2011

Ó tempo, não voltes para trás!

Em mil novecentos e troca o passo, no Casino Estoril, o blogueiro a entregar o prémio de Dirigente do Ano ganho por Fernando Mota, mas recebido por Jorge Salcedo, hoje um destacado oficial do atletismo internacional.

 

 

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2 Maio, 2011

Bin Laden morto, Obama eleito

Barack Obama garantiu esta madrugada a reeleição como presidente dos Estados Unidos, confirmada que está a morte de Bin Laden.

Ter subestimado o poder esquizofrénico do terrorista islâmico custou muitos votos aos republicanos, nas últimas presidenciais americanas, e acabou com o reinado de Aznar à frente do governo espanhol.

Agora, quem é capaz de fazer campanha contra o homem que vingou a honra do povo que perdeu centenas de compatriotas na queda do World Trade Centre? A vida dele vai dar um filme.

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