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A questão nas eleições da FIFA é muito simples, demasiado simples: quanto é preciso gastar para chegar a presidente? Joseph Blatter é o homem das contas e tem-nas bem feitas desde 1998. Tanto que d..." /> Semanada - Record
30 Janeiro, 2015

As contas que Figo tem de fazer

A questão nas eleições da FIFA é muito simples, demasiado simples: quanto é preciso gastar para chegar a presidente? Joseph Blatter é o homem das contas e tem-nas bem feitas desde 1998. Tanto que duas confederações (Ásia e África) que englobam 100 federações (100 votos) já lhe garantiram o apoio (entre elas Cabo Verde e a Guiné… Angola, Moçambique e Macau preferem não revelar o sentido de voto).

O que Luís Figo quer para a FIFA não é pouco: acabar com a corrupção. Mas essa é também a batalha dos outros desafiantes de Blatter. Champagne, Hussein, Van Praag, todos querem tornar o jogo mais limpo. Não é por aí que as eleições serão ganhas.

Figo precisa ser mais inovador e, acima de tudo, agir com rapidez. No festival de apoios de figuras inconsequentes não se tem saído mal, mas entre os congressistas eleitores isso pouco valerá a 29 de maio. Aí fazem-se outras contas. 

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28 Janeiro, 2015

Figo na Feira Popular

A Feira Popular ainda existia, faziam-se entrevistas a jogadores juniores em almoços de frango assado e tiravam-se fotografias nos carrosséis. Longe estaria Luís Figo de pensar em meter-se no ninho de vespas que é a FIFA. E eu de blogar isto mais de 20 anos depois.

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17 Janeiro, 2015

Pedroto e Pinto da Costa merecem o Oscar

José Maria Pedroto (JMP) foi campeão nacional com o FC Porto duas vezes, acabando com uma seca de títulos que durava há 19 anos. Venceu a Taça de Portugal cinco vezes, entre Boavista e FC Porto. O seu currículo foi demasiado curto para que se pudesse bater com o superpesado José Mourinho, nas votações do Centenário da FPF.

Mas JMP tem um legado: pensou uma revolta. Mais do que uma ideia para o futebol, tinha uma estratégia para emancipar o FC Porto da tristeza regional. Construiu um discurso, fabricou um código de motivação para dirigentes, futebolistas e adeptos, e partiu em cruzada. Da qual não voltou, vitimado pela doença, deixando aos soldados a glória das vitórias.

Foi Pinto da Costa (PC) quem regressou a casa vitorioso e multiplicou o “efeito Pedroto”. Hoje tem o título de presidente mais bem sucedido do futebol.

Trata-se de uma bela história, que dá um um filme (ou vários, havendo orçamento para isso).

Mais do que uma quina de ouro, JMP e PC justificariam o Oscar. 

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16 Janeiro, 2015

Vitória de Marco Silva em toda a linha

Marco Silva cortou a direito e não poupou José Eduardo à prometida queixa-crime. É de homem.

Se a ofensa chegará a tribunal, isso já não depende dele, mas de um juiz que terá do futebol a ideia de uma brincadeira de meninos.

Marco Silva bem poderia ter esquecido a afronta, depois de ter ganho este episódio em toda a linha. Mas compreende-se que haja em contramão ao senso comum nacional. Porque a lição completa não a levará apenas José Eduardo – sobrarão ensinamentos para o presidente do Sporting, Bruno de Carvalho.

A vitória de Marco Silva é completa.  

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15 Janeiro, 2015

As escolhas do Centenário da FPF

Que sentido faz juntar jogadores que eram muito bons no WM com outros que têm no 4x3x3 o seu habitat natural? Que sentido faz conjugar grandes figuras do tempo das botas de travessas com os modernos craques dos treinos bidiários, dos jogos às quartas e ao domingo e das científicas sessões de recuperação? Pois é, a votação do centenário da FPF estava condenada à partida a uma discussão interminável, mas os promotores não deixaram de se pôr a jeito.

Disse Rui Costa que foram escolhidos onze jogadores mas outros onzes poderiam ter sido selecionados. Não diria tanto, mas é incompreensível como a FPF permitiu que a defesa da equipa do Centenário fosse composta exclusivamente por centrais. Não há dois laterais do Centenário? Há. Bastava ir buscar João Pinto à seleção contemporânea e Hilário à seleção histórica. Ficaria bem à FPF, a casa do futebol em Portugal, um certo rigor técnico e histórico.

Nas três equipas escolhidas, só há grandes nomes – isso é indiscutível – mas é pena que não tenha havido lugar para outros que foram campeões do Mundo, vencedores da Taça/Liga dos Campeões, da Taça das Taças ou da Taça UEFA/Liga Europa, mais pertinentes do que algumas figuras institucionais.

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7 Janeiro, 2015

Eles, os intolerantes, andam aí

Não raras vezes, um antigo diretor deste jornal tinha uma visão que partilhava com os companheiros de jornada: “Um dia destes eles entram por aí e dão-nos na corneta.” Até hoje, não aconteceu, a claque X não entrou na Redação do Record e não cometeu as agressões que alguns desequilibrados vão papagueando nas redes sociais, anonimamente como lhes convém.

Mas podia ter acontecido, ou até pode vir a acontecer. Quem sabe? 

Ontem, em Paris, aconteceu. A liberdade foi assassinada. Mas é um valor tão grande que não há quem o possa matar.

Os intolerantes sabem que têm a guerra perdida, mas não deixam de aterrorizar. Contra eles só há uma resposta: a união que faz a força.

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