Monthly Archives: Janeiro 2016

Apresentamos-lhe Jens Weidmann, o homem que faz frente a Draghi

19/01/2016
Colocado por: Rui Peres Jorge

weidmann_foto

 

2016 começou com mais um dado de inflação na Zona Euro teimosamente baixo. Dadas as garantias de Mario Draghi no final de Dezembro de que está preparado para fazer ainda mais para puxar pela inflação (e a discussão na última reunião de governadores nesse sentido) parece inevitável um renovado debate sobre a eficácia dos estímulos do BCE, provavelmente já na reunião desta quinta-feira. E nessa troca de argumentos, como em vários outros no passado, há um homem que se vai destacar por fazer frente a “super-Mario”: Jens Weidmann, o presidente do banco central alemão.

 

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BCE tira tapete a Carlos Costa… pela terceira vez

14/01/2016
Colocado por: Rui Peres Jorge
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Carlos Costa, Governador do Banco de Portugal. Crédito: Bruno Simão, Negócios

 

Como destacamos no Negócios, Carlos Costa ficou isolado na polémica decisão de final de 2015 de impor perdas a uma selecção de detentores de obrigações sénior do Novo Banco (para assim melhorar os rácios de capital da instituição que quer vender em 2016). O Governo diz que está contra; o BCE que nada teve a ver com o assunto. É a terceira vez que, em momentos chave para a estabilidade financeira nacional, o BCE se afasta das decisões e posições do Banco de Portugal.

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Como o Banif absorveu o equiparável ao “enorme” aumento de IRS de 2013 (Act.)

13/01/2016
Colocado por: Rui Peres Jorge

Banif

(Post actualizado para corrigir que, afinal, a capitalização pública já descontava os 150 milhões de euros supostamente pagos pelo Santander pelo Banif. Ou seja, como noticiámos depois no Negócios em primeira mão, face ao que se julgava, a intervenção custou mais 150 milhões de euros)

A resolução do Banif, decidida no final do ano, foi uma amarga surpresa de Natal para os contribuintes. Após a promessa solene a nível europeu e nacional de que os contribuintes ficariam defendidos dos problemas na banca, eis que os portugueses foram chamados a contribuir com cerca de três mil milhões de euros (uma parte poderá ser recuperada, veremos em baixo), um valor que acrescerá à dívida pública nacional e passará a devida factura de juros. O Banif exige qualquer coisa como o equivalente a um ano da receita gerada pelo “enorme aumento” de IRS decidido para 2013 (que rendeu anualmente qualquer coisa como 2,8 mil milhões de euros). E isto sem contar com os 825 milhões de euros injectados no banco em no final de 2012 e que agora também se evaporaram. Como é que isto nos aconteceu?

 

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