Monthly Archives: Dezembro 2012

O que está a empurrar Obama e republicanos para o ‘precipício’…

28/12/2012
Colocado por: Nuno Aguiar

Boehner foi desautorizado pela sua própria bancada quando propôs mais impostos para milionários. Fonte: Andrew Harrer/Bloomberg

 

… é deixar a taxa marginal de IRS subir para os 39,6% para norte-americanos que ganhem mais de 400 mil dólares por ano (300 mil euros). Claro que existem outros pontos de discórdia, como a generosidade dos apoios sociais, mas é aqui que está centrada a discussão: cobrar aos mais ricos aquilo que Clinton cobrou entre 1993 e 2001.

Há mais macroeconomia do que por vezes se imagina

27/12/2012
Colocado por: Rui Peres Jorge

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Nada como terminar o ano com uma boa discussão sobre a crise na macroeconomia. Tudo ganhou dimensão com um dos já típicos ataques de Paul Krugman aos economistas
de água doce (os que descreve como não acreditando na utilidade nem
para a política orçamental, nem para a monetária). Para o Nobel da
Economia a macro ainda está podre.
As respostas não se fizeram esperar, com intervenções de algumas das
estrelas da blogoesfera económica dos EUA. Talvez o mais interessante no
debate seja a afirmação por vários economistas de que as posições de
Krugman não são, na verdade, assim tão diferentes das defendidas por
aqueles que critica. Estamos assim a ler:

 

2. Macro, what have you done for me lately?
Noah Smith faz um bom apanhado da recente discussão sobre o estado da
macroeconomia e a diferença entre “água salgada” e “água doce” e defende que não há assim tantas diferenças.

 

3. Oh dear, oh dear, Krugman gets it so wrong, so wrong, on the state of macroeconomics. Lars Syll, no Real-World Economics Review, também defende que Krugman e Mankiw são muito mais parecidos do que fazem crer.

A grande história do momento na política monetária vem do Japão


Colocado por: Rui Peres Jorge

Tim Duy descreve com profundidade e de forma relativamente simples
uma das principais histórias do ano na política monetária: a potencial
perda de independência do banco central do Japão a favor de uma
estratégia de monetização explícita de défices. Em Missing The Big Japan Story
Tim Duy recorre a vários artigos, incluindo um conhecido discurso de
Ben Bernanke sobre a articulação entre a política monetária e a política
orçamental, para sublinhar a importância do que está a acontecer no
Japão (Este é um tipo de desenvolvimento que merece apoio de economistas
menos ortodoxos).
Vale também a pena ler a análise de Duy à recente alteração de regra de
política monetária nos EUA. Além disso, estamos também a ler: 

 

2. Lack of progress in Macroeconomics.
Antonio Fatás responde a críticas de Jeffrey Sachs aos keynesianos.
Fatás diz que o conhecido economista ignora elementos consensuais entre
economistas acabando por apresentar um artigo inconsistente que sofre do
que chama “sindroma do 'é tão óbvio'” que nem precisa de ser
fundamentado…

 

3. A Conservative Case for the Welfare State.
Bruce Bartlett, economista que serviu Reagan e Bus pai, defende no
Economix a importância do estado social nos EUA. “O Estado social foi
criado para limar as arestas brutas do capitalismo e torná-lo mais
sustentável”, diz.

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Cortes nas pensões: imposto abusivo ou contributo solidário?

21/12/2012
Colocado por: Elisabete Miranda

 

 

 

 Créditos: Miguel Baltazar/Negócios

 

 

 

Não será exagero afirmar que a contribuição especial de solidariedade (CES) exigida aos pensionistas será a questão de maior melindre que os juízes-conselheiros do Tribunal Constitucional terão de analisar.

 

 

A prova disso mesmo está no empenho que o Governo tem vindo a colocar na clarificação da sua natureza e impacto, entrando mesmo em despiques argumentativos com figuras públicas como o ex-ministro da Segurança Social, Bagão Félix.

Somos cada vez mais a Grécia: correlação de 0,91 nos juros

20/12/2012
Colocado por: Rui Peres Jorge

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A propósito da queda da taxa de juro das obrigações portuguesas a 10 anos abaixo da barreira dos 7%, Luciano Amaral, no Crise Crónica (obrigado ao Pedro Lains), lembra-nos que “Nós somos a Grécia“. Uma simples análise à correlação entre as taxas de juro das obrigações a 10 anos de Portugal e da Grécia permite-nos ir um pouco mais longe e afirmar que, pelo menos desde Julho deste ano, nós somos cada vez mais a Grécia. Se tal for efectivamente verdade então desaconselham-se quaisquer euforias sobre o que nos está a dizer este indicador de mercado.