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Bola na Área

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A culémania

9 Abril, 2012 738 visualizações

Barcelona é uma cidade fascinante e o Barça um grande clube.

Tive o privilégio de permanecer na cidade durante mais de três semanas, durante as olímpiadas de 92, e de a ter visitado ocasionalmente a propósito de uma mão-cheia de jogos de futebol.

Já estive várias vezes no Camp Nou e ali até assisti a uma final europeia.

Há muitos anos que simpatizo quer com a cidade quer com o seu maior clube.

Mas nunca me apaixonei pelos dois, tal como não me apaixonei pelo Ayer Rock, pela estátua da Liberdade ou pelo estreito do Bósforo. Não os trocava pelo farol da Boa Nova, em Leça da Palmeira.

Compreendo mal quem se assume como culé dos pés à cabeça mesmo vivendo num país abençoado pela natureza, como é o nosso. Que nos proporciona ainda a possibilidade de sermos adeptos de clubes de futebol em pré-falência mas cheio de elementos vernaculares. De que dou apenas alguns exemplos: o Diabo Vermelho da Luz, o Mendes da Juve Leo, o corneteiro do Dragão…

Com tanto diversidade, a preferência por um clube do reino de Aragão causa-me alguma perplexidade. Apenas a entendo como um último recurso. Não há necessidade. Não temos o Messi mas temos o Bock. Não temos o Xavi mas temos o Hugo Viana. Não temos o Iniesta mas temos o Ruben Amorim. E quando não temos cromos para trocar, é fácil recorrer aos reforços.

O Toy, o Pacheco Pereira, a Nossa Senhora de Fátima, Amália, Quim Barreiros, Saramago e Pacheco, o José Maria do Big Brother e a Fátima Campos Ferreira.

Portugal é um país com uma oferta cultural incrível. A riqueza da nação está longe de se resumir ao triunvirato FC Porto-Benfica-Sporting.

E reparem que nem precisei de referir os paineleiros, Geraldo Sem Pavor, o Zé do Telhado, Alves dos Reis e o Manuel Alentejano. Isto para já não falar na boroa de Avintes, no folar transmontano, no bolo da caco e no arroz de lingueirão.

Mais a mais, é um tanto ou quanto bárbaro esta paixão assolapada pelo Barça quando finalmente conseguimos colocar um rei português em Madrid.

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