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F1 2016 à distância (2 – os segredos de Barcelona)

11 Maio, 2016 2586 visualizações

 

A Fórmula 1 prepara-se para o primeiro GP da temporada em território europeu — Sochi, a Riviera do Cáucaso, foi apenas uma aproximação — e haverá sempre quem argumente não haver segredos por revelar no circuito de Montmeló, ali nos arredores da fantástica cidade de Barcelona. Afinal, e porque se trata da pista mais vezes utilizada para testes, todas as equipas sabem ao que vão e, em simultâneo, não há dúvidas quanto ao domínio de Nico Rosberg depois de 4 vitórias noutras tantas corridas.

 

Acontece que a prova na pista catalã é, por norma, a escolhida pela maior parte das escuderias para colocar no terreno as evoluções em desenvolvimento desde fevereiro e só esse factor é suficiente para garantir alguma expectativa. Pouca, é verdade, na medida em que a hierarquia está há muito fixada e dela dificilmente surgirá uma revolução.

 

Vem aí, então, a 5.ª vitória de Rosberg e nova demonstração de inquestionável domínio? Talvez não. A Mercedes já revelou que os triunfos do líder do Mundial tiveram problemas que a equipa foi capaz de conter até aos derradeiros metros, ao mesmo tempo que foram evidentes as dificuldades de Lewis Hamilton em discutir o primeiro lugar — ainda não conseguiu ameaçar seriamente o companheiro de equipa, também por culpa de inesperados falhanços do sistema de regeneração/utilização de energia . O tricampeão do Mundo já veio rejeitar quaisquer sugestões conspirativas e as ‘queixas’ da Mercedes até podem passar pela categoria de música de embalar, mas será interessante perceber até que ponto vai este Grande Prémio definir o campeonato: ou Hamilton chega ao primeiro triunfo da época, ou Rosberg soma mais 25 pontos e dispara em direcção ao título.

max

A juntar aos ‘dilemas’ da Mercedes há ainda a estranha demora da Ferrari em confirmar-se como verdadeira “challenger”, mesmo que possamos sempre lembrar a forma como Sebastian Vettel foi afastado no GP Rússia. E é aqui que entra um dos segredos a descobrir em Barcelona. Pode o holandês Max Verstappen fazer melhor na Red Bull do que o despromovido Kvyat? E este deixa de pilotar em estilo videojogo no modo fácil só porque vai agora sentar-se ao volante de um Toro Rosso? Lamentavelmente, e no caso português, para ver tudo isto é preciso pagar. Antes já incluido na continha apresentada pela SportTV, agora como serviço prestado pelo Eurosport e designado na factura mensal como pagamento extra às distribuidoras NOS, MEO e Vodafone. Não é, infelizmente, um pormenor. Mas os segredos são assim, têm custos-

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