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Lendas e Narrativas (VI – O princípio do fim)

26 Outubro, 2015 1844 visualizações

Com 3 derrotas em 7 jogos, o Benfica despediu-se neste domingo 25 de outubro de 2015 de toda e qualquer hipótese de chegar ao tricampeonato. Talvez também por isso tivesse surgido aquele momento de “apoio” à equipa que no relvado da Luz penava desesperadamente para que os minutos avançassem e não houvesse mais bolas na baliza de Júlio César. Luisão ainda tentou, mas o guarda-redes brasileiro lá foi capaz de evitar a coisa, elevando à categoria de intervenção heróica e in-extremis o lance que foi a síntese perfeita do dérbi: incapacidade, cérebros parados, displicência, falência física, zero em ideias e imaginação face a um adversário a jogar certinho, arrumadinho, curtinho, rijinho e com níveis de eficácia na finalização próximos dos 100 por cento.

Os especialistas na análise futebolística já traçaram, ou vão traçar, linhas e circunferências no relvado; já terão falado de basculações, transições e pressões, enfim, já escalpelizaram (bela palavra esta, que faz sempre lembrar a conquista do Velho Oeste) todas e mais algumas componentes técnico-tácticas. Ainda bem. Mas o que sobra deste dérbi é apenas uma evidência: o treinador do Benfica não tem competência para o lugar. Há ali demasiada mentalidade “clube que não é nenhum dos 3 grandes” para a coisa funcionar. Ah e tal, o jogo com o Atlético Madrid e os 6-0 ao Belenenses e a 2ª parte com o Galatasaray e assim. Pois as regras têm excepções, como todos sabemos. E depois do nulo que o Sp.Braga foi impor ao Dragão, o melhor que há a fazer é olhar com muita atenção para as hipóteses do 3.º lugar. Algo que, afinal, estava escrito desde o início deste campeonato. 

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