Mandem calar o médico (act.)
Estava tudo a correr tão bem no Sporting…
E pronto! O médico começou a falar, no jeito de resposta ao homem que não lhe estendeu a mão no funeral de Pôncio Monteiro.
Alguém sabe, por acaso, quem são os presidentes da assembleia geral de Benfica e do FC Porto?
Não, pois já suspeitava.
Mas o presidente da mesa da AG do Sporting é claramente Eduardo Barroso, o tal que até concorreu na lista que ganhou na primeira volta e que perdeu na segunda.
Investido também na condição de paineleiro – onde no último programa mais uma vez amuou e até foi indelicado com Manuel Serrão… -, o cirurgião Eduardo Barroso é uma figura simpática mas até a simpatia tem limites, sobretudo quando se mistura com a tacanhez.
O Sporting não precisa desta vitimização extrema que é apenas apanágio de outro emblema que desta forma vai camuflando os benefícios e sublinhando os erros que o prejudicam. As cópias dão sempre mau resultado.
Compreendo que nesta altura Barroso cause algum embaraço na estrutura do Sporting. O homem fala de tudo, diz ele que com paixão. Acredito que sim. É no que dá permitir que um dirigente entre em roda livre e se embrulhe em efeitos mediáticos.
O Sporting precisa de aplicar algumas medidas paliativas. No mínimo. Mas só isso. Está visto que o mal não tem cura. Barroso transplantou-se para a praça pública e está a gostar do espetáculo. Vai ser difícil tirá-lo deste circo.
O meu antigo camarada Daniel Reis – que foi sempre uma referência na minha fase de afirmação como jornalista, juntamente com o João Querido Manha – fez o seguinte comentário a este artigo no FB e não resisto a reproduzi-lo. Mestre é mestre. Mais uma vez me curvo perante ele.