Para não variar, Pinto da Costa aproveitou a derrota do Benfica para se atirar ao pescoço das águias. Desta vez revelou que não é especialista em bruxaria, para além de mais umas diabruras sobre Javi Garcia, David Luiz e até Roberto, que defendeu com unhas e dentes… 

Estas declarações sobre bruxedos são falsas e fazem-me recordar que o “misticismo” e as coisas do além estão bem intrincadas no futebol português e, especialmente, no FC Porto. Desde os tempos de Delane Vieira, passando pelo mestre (e palhaço) Alexandrino, chegando até ao mais contemporâneo mestre Alves, a verdade é que os dragões têm um tremenda ligação com o sobrenatural. Mas não são os únicos… É lógico que o FC Porto ganha títulos porque tem a melhor estrutura, os melhores jogadores e os melhores dirigentes, mas esta aura agrada ao povo e o líder “draconiano”, como populista que é, vai dando estas “tangas” de comer ao povão.

Para os mais desatentos – Delane Vieira era um colaborador dos portistas, que andou a enterrar sapos no Estádio do Prater, em 1987, e que foi visto a empurrar barcos no Senhor da Pedra, na companhia de um dirigente e de um reputado treinador dos dragões.

E, à boa maneira do emblema da Luz, se funciona no Dragão (na altura Antas), toca de contratar, mesmo que já esteja em final da carreira. E assim foi… Em 1992/93, o Benfica tinha acabado de contratar Paulo Futre e perseguia o líder FC Porto. O presidente Jorge de Brito contrata Delane Vieira e no seu primeiro “trabalho” a coisa até corre bem. Tal como previra, o Benfica ganha ao Sporting no Estádio da Luz por 1-0, com golo de Paulo Futre. Depois, na decisão do campeonato, quando o Benfica ia receber o FC Porto, Delane manda Toni e o adjunto Jesualdo Ferreira a um hipermercado. O objetivo era comprar um carrinho cheio de alimentos e oferecer ao primeiro pobre que encontrassem na rua. Rezam as crónicas que ambos acederam e foram até ao Carrefour de Telheiras. Mas não venceram o jogo…

Serve isto para dizer que o futebol português anda de mãos dadas com este tipo de pessoas há demasiado tempo, naquela que é apenas mais uma prova de que vivemos num país de parolos, que acreditam em tudo aquilo que lhes vendem. Um clube ganhar pelos seus méritos e dentro de campo é coisa de ingleses, de italianos e de alemães. Cá no burgo bom mesmo é andar a fazer rezas, a meter alhos nos bolsos e a construir capelinhas nos estádios.

Bom Carnaval e não se estraguem!

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