Claudia Futsal

OPINIÃO – O trauma de enfrentar os melhores

7 Fevereiro, 2016 0

Eis que chega aquele momento do Campeonato da Europa em que um grande número de adeptos pensa que já tudo está perdido e que se calhar já nem vale a pena entrar em campo. A Seleção Nacional perdeu com a Sérvia num jogo em que não esteve no seu melhor, acrescentando a erros defensivos (que não se esperam de uma equipa do seu gabarito) a uma finalização desafinadíssima. Segue-se a Espanha.

Seja em futsal, futebol ou qualquer outra modalidade, é nos momentos de defrontar os grandes que vem ao de cima o nosso síndrome de pequenez e “coitadinhos”. É certo que nunca vencemos a Espanha em jogos oficiais, mas será que é impossível tal acontecer? Será que já se pode escrever o destino de uma seleção só por causa do nome do adversário? Penso que não, mas há muita coisa em jogo, não apenas o futsal jogado…

Infelizmente habituei-me, ao longo destes 13 anos a acompanhar a Seleção, a ver a equipa a cair sempre frente aos mesmos adversários e pela mesma razão: falta de mentalidade. É aqui que está a chave para o duelo Ibérico de amanhã. Ricardinho e companhia não podem entrar em campo a pensar que o adversário é fortíssimo e intransponível, têm, isso sim, de entrar com vontade de mostrar que conseguem ser iguais ou superiores a La Roja; que merecem vestir a camisola das quinas.

Agora há coisas que não se treinam. A mentalidade de campeão ou se tem ou não. O treinador pode ser o melhor do Mundo, que se os jogadores não acreditarem, nada sai como o previsto; a formação pode ter o melhor jogador do Planeta, que se os outros não remarem para o mesmo lado e com o mesmo querer não se atingem os objetivos.

Se acredito que a Seleção Nacional tem valor para bater a Espanha? Acredito. Quanto ao resto, não faço apostas, é esperar para ver. Mas sempre com otimismo.