E de repente foi preciso cortar 4 mil milhões de euros

28/05/2013
Colocado por: Rui Peres Jorge

Este pode não ser o gráfico mais importante na análise da UTAO ao Documento de Estratégia Orçamental, mas é sem dúvida o mais eficaz.

 

 

Num ano apenas, a estratégia orçamental ruiu por receitas muito abaixo do esperado: na previsão do actual DEO, em 2016, o Estado contará com menos 7,5 mil milhões de euros de receitas face à previsão do anterior DEO, apresentado em Abril do ano passado (gráfico da esquerda).

 

A resposta foi um corte fundo na despesa. Também em 2016 serão menos 6,2 mil milhões de euros que o previsto há um ano. Um contributo para a história do polémico corte de 4 mil milhões de euros na despesa decidido em Agosto/Setembro de 2012.

 

Rui Peres Jorge

Rui Peres Jorge

Rui Peres Jorge é jornalista da secção de Economia do Negócios e editor do “massa monetária”. Começou no Semanário Económico em 2002. É mestre em Economia Monetária e Financeira pelo ISEG e pós-graduado em Contabilidade Pública, Finanças Públicas e Gestão Orçamental pelo IDEFE/ISEG, duas das suas áreas de especialização em jornalismo. Conta com cursos de formação em jornalismo económico na Universidade de Columbia em Nova Iorque (Citi Journalistic Excellence Award, 2009) e em jornalismo no Committee of Concerned Journalists em Washington (Bolsa da FLAD, 2010). Ganhou vários prémios na sua área de especialização. Lecciona a cadeira de Jornalismo Económico na Faculdade de Ciências Humanas da Universidade Católica. Nasceu em 1977 e vive em Lisboa.
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