Lado B

Peseiro: uma escolha interessante e arriscada

1 Fevereiro, 2016 0

José Peseiro é o novo treinador do FC Porto. Escolha interessante e arriscada e que põe fim a uma indefinição que nada trazia de bom à equipa portista. A derrota em Guimarães dificultou ainda mais outras escolhas, como Marco Silva, e a Portugal chega hoje um técnico que estava afastado dos grandes palcos e com vontade de treinar um grande desde que despedido do Sporting.

 

O técnico português tem um desafio enorme pela frente. Revitalizar a equipa e conquistar um título que seja é o desejo de uma estrutura que tem recebido muitas críticas nos últimos tempos. Tantas quantas as conquistas perdidas. Peseiro não é a primeira escolha de Pinto da Costa e Antero Henrique, mas como sempre os dragões trabalharam mais do que uma solução ao mesmo tempo. Sem capacidade para convencer Villas-Boas e arte para resgatar Marco Silva, a solução entende-se. Um treinador capaz de colocar as equipas a jogar bom futebol mas com estranha alergia aos títulos. Tem na Invicta a oportunidade de dar a volta à sua carreira e mudar a imagem de ‘looser’.
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A liga é animada e ninguém o pode negar

29 Janeiro, 2016 0

O FC Porto caiu em Guimarães e com estrondo. Na mesma jornada em que o líder perdeu pontos com o último classificado, aos dragões exigia-se mais. Uma derrota cruel pelas oportunidades falhadas, pelo frango monumental de Casillas e pelas dificuldades que acrescenta não só na luta pelo título como na sucessão a Julen Lopetegui. Não é uma decisão fácil a que se pede célere a Pinto da Costa. Villas-Boas é impossível, Marco Silva difícil pela incapacidade demonstrada para negociar com os gregos e Sérgio Conceição rejeita ser um papel de embrulho até chegar um salvador. E a Liga está mais longe.

 

Bonita a reação de Sérgio Conceição no final do V. Guimarães-FC Porto. Uma lição de dignidade. Se sair hoje para o Dragão, pode fazê-lo de cabeça bem erguida.

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Nem todos podem ser heróis

21 Janeiro, 2016 0

Enquanto escrevo estas linhas, David Bowie toca em Alvalade. Infelizmente apenas na RTP Memória, mas num estádio que poucas vezes foi pisado por génios maiores. Estava lá nessa noite, como nas em que tocaram os U2 ou por lá andou Diego Armando Maradona. Ídolos todos temos. E os nossos são sempre melhores do que os dos outros. Como os filhos. Não há mais bonitos do que os nossos. E a razão não é coisa para aqui chamada. A emoção manda. David Bowie é um herói que me tocou como poucos. Talvez porque goste muito de futebol mas a música me seja ainda mais preciosa. E depois há quem saiba ser ídolo e quem desbarate o talento com atitudes que nada têm a ver com aquilo que produzem. E se aos grandes artistas se perdoa muito, para outros a pachorra vai faltando.

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