Lado B

Um pesadelo tão imerecido

1 Maio, 2016 0

Um verdadeiro pesadelo, eis no que se tornou a viagem do Sp. Braga à Ucrânia, nomeadamente para o jovem Ricardo Ferreira, que acabou por marcar dois infelizes autogolos. Os guerreiros não deixaram de ser uma equipa bem treinada e de méritos, mas o Shakthar foi demasiado forte. E a formação portuguesa parece começar a acusar a época longa que leva nas pernas.

Apesar de ter um plantel equilibrado, a verdade é que o Sp. Braga leva já muito jogo nas pernas e foram muitas as frentes em que se conseguiu manter até o momento. Foi pena terminar esta aventura com uma goleada na Ucrânia. Mas que isso não retire discernimento às gentes bracarenses. Com o que lhe foi colocado à disposição, Paulo Fonseca já está de parabéns. Assim como os jogadores. Dão tudo o que têm.

 
No Benfica percebe-se que a eliminação frente ao Bayern Munique não deixou marcas. Uma saída honrosa para uma Liga dos Campeões que deu para ganhar muito dinheiro e colocar na montra o produto, a política há muito seguida na Luz.

Fica por saber se Gaitán e Mitroglou não podiam defrontar os alemães ou se o técnico do Benfica preferiu jogar pelo seguro e mantê-los frescos para a liga. Mesmo que o tenha feito, diga-se, entende-se perfeitamente. Mesmo com os melhores o Bayern continuava a ser superior. Mais vale um pássaro na mão do que dois a voar, já dizia o outro. E se há coisa que define Rui Vitória é o pragmatismo. Uma das características que o afastam de Jesus, mesmo que o discurso nem sempre esteja de acordo com a realidade.

Vitória e Guardiola foram de uma enorme gentileza. Soube bem ver as conferências de imprensa. Só não gostei de ouvir Vitória a falar do regresso às grandes noites europeias. JJ esteve em duas finais europeias e uma meia-final. Apagar o passado é tão feio.

Texto publicado a 15 de abril de 2016 em Record Premium e na versão impressa

Milagres que se vão fazendo por cá

5 Abril, 2016 0

Texto publicado em Record Premium e na versão impressa a 16 de fevereiro de 2016

Justa e moralizadora. Eis duas palavras que se podem utilizar sobre a vitória do Benfica frente ao Zenit, equipa de investimento milionário que ontem caiu na Luz. Verdade que os russos jogavam contra o facto de estarem sem liga e logo com menos ritmo do que a formação portuguesa, mas não foi só isso que ajudou a esbater a enorme diferença de muitos milhões entre as equipas. Os clubes nacionais têm conseguido ao longo dos anos brilharetes na Europa que os milhões tentam evitar. Não há maneira de evitar o facto de sermos um país periférico, onde o investimento não abunda e com um mercado reduzido, que faz com que as somas libertadas para o futebol não se comparem a potências como as cinco grandes ligas europeias e a que outros aspirantes novo-ricos vieram juntar-se. Ontem foi com Jonas, descoberto a preço de saldo em Valencia, o inimitável Gaitán e o miúdo Renato que o Benfica enganou uma equipa onde jogam, por exemplo, ex-águias como Garay, Witsel ou o ‘rival’ Hulk. Não chegou. Ainda bem. Sabe melhor assim.

É óbvio que o apuramento está longe de garantido, mas ganhar sem sofrer golos na Liga dos Campeões é sempre bom. Obriga o Zenit a sair mais do que desejaria na 2.ª mão e potencia o momento mais forte do Benfica, as transições, jogando no erro do adversário. Razões de satisfação para Rui Vitória e toda a estrutura encarnada. E depois há os milhões da Champions. Vitais para a saúde dos cofres da SAD.

Estranho Salvio na bancada. O argentino foi convocado de surpresa com o FC Porto. Mereceu mesmo a entrada no clássico para tentar inverter a derrota. Foi chamado à conferência de antevisão do jogo onde disse que trabalhava para ser titular. Bancada? Algo falhou. Ou a comunicação chocou com as ideias do técnico, ou o físico. Tentar perceber o quê nos próximos dias.

#Benfica: um candidato que entusiasma

17 Fevereiro, 2016 1

TEXTO PUBLICADO EM RECORD PREMIUM E NA VERSÃO IMPRESSA A 6 DE JANEIRO DE 2016

 

Mais um amasso. Mais uma exibição em que o triunfo não deixa dúvidas. Mais um jogo em que o ataque se mostra arrasador. Eis apenas algumas das credenciais do candidato Benfica, que a certa altura pareceu arrumado pelos constantes falhanços nos jogos a doer mas que Rui Vitória e os jogadores souberam recuperar com brilhantismo. De 5 estrelas. Cintilantes.

— ler mais