Ter um onze de qualidade foi uma das coisas que trouxeram Jorge Jesus ao Sporting. O técnico acreditou que era capaz de repetir em Alvalade os êxitos conseguidos na Luz. Para isso pediu a Bruno de Carvalho a manutenção dos jogadores-chave e a contratação de mais três a quatro craques experientes que trouxessem aos leões aquilo que lhes faltou a época passada: um plantel equilibrado. Não é por isso tarefa fácil a do presidente leonino. Satisfazer os desejos do treinador sem realizar qualquer encaixe financeiro com uma das trutas da casa dificulta os negócios. Danilo está mais longe porque o FC Porto está disposto a gastar mais dinheiro, e mesmo Bryan Ruiz tarda em chegar porque a proposta leonina existe mas não é de perder a cabeça. Como agradar a Jesus então?


Essencial é manter os jogadores em que está assente a espinha dorsal da equipa. Rui Patrício, Ewerton, William Carvalho, João Mário e Slimani. Mas há mais. Adrien, por exemplo. Um médio que tem um salário elevado, e que a SAD via no mercado com bons olhos, é considerado importante por Jesus por ser um dos líderes no relvado, um homem que já conhece os cantos à casa e que pode ser importante no decorrer da época. No fundo, tudo o que seja perder titulares obriga a ir ao mercado.


Não é tarefa fácil a de Bruno de Carvalho. Mas uma aposta de risco a isto obriga


É por isso complicado o equilíbrio pedido à SAD. Resistir ao assédio por nomes como Slimani ou William e acrescentar ainda qualidade que se veja. Bruno está a jogar uma cartada arriscada, mas que visa o regresso ao título de campeão e abalar o acordo FC Porto-Benfica para a divisão dos direitos televisivos. Ideal era conseguir o financiamento através de jogadores menos importantes, como Cédric. Mas entre aumentos salariais e investimento joga-se um desafio arriscado. Interessante, mas arriscado.