Bola na Área

Rock star Mourinho

1 Dezembro, 2011 0

O nosso José continua em grande enquanto a réplica sofre.

Misto de José Meirim, José Maria Pedroto e Quinito, o atual treinador do Real Madrid foi o autor do seu próprio boneco.

Muito mais que um excelente treinador, o Especial de Corrida é um agregador de vontades e um especialista em reinvenções.

Há muito em que é impossível gostar-se dele.

E outros em que só é possível admirar-se a figura.

Desconcertante, sempre.

Uma pedra rolante no mundo do futebol.

Sorte a daqueles que puderam conhecer de perto o mito, como foi o meu caso.

Mais uma fitinha de Mourinho

27 Setembro, 2011 0

É certo e sabido que o país está tecnicamente insolvente.

O que não sabia é que já está a ser vendido.

O BCP, um dos bancos portugueses que mais casos soma nos últimos anos, elegeu José Mourinho como sua grande figura promocional. Mas não só. Usurpou também os valores patrióticos e convida-nos a passar por um dos seus balcões, onde têm um fitinha para nos oferecer e quiçá um produto financeiro qualquer.

Quanto ao facto de Mourinho se considerar, neste anúncio, o melhor treinador do Mundo, ok, aceita-se. Ganhou algum direito à basófia.

José Mourinho, um herói português

19 Agosto, 2011 0

A habitual corja dos moralistas – os mesmos que vão à missa ao domingo e consomem pornografia de segunda a sábado – tem farta matéria para bater em José Mourinho.

Os cronistas dos jornais espanhóis de hoje, que li ao pequeno-almoço, no aeroporto de Barajas, onde uma tosta mista pode custar 8,5 euros, não o faz por menos: é de mentiroso para cima.

Mourinho está reduzido à condição de energúmeno, de alguém que faz mal ao futebol.

Como estão todos enganados!

Mourinho já fez pelo futebol o que o futebol jamais será capaz de fazer por ele.

É o nosso herói.

José Mourinho não é um homem convencional. Tem aquela mistura de menino mimado e de leão das tabernas que faz parte do ADN dos portugueses. Seduz e horroriza.

É único.

Venham mais como eles porque já temos cá muitos hipócritas, jornalistas e cronistas desfocados e falsos moralistas.

Cada jogo de futebol é uma batalha. Não queiram fazer do futebol um desporto de pavilhão ou de salão. Ele venceu e é bom porque é assim, porque desafia as normas e p banal, porque nos põe todos espantados com a falta de espanto e surpresa que a vida tem.

Força, Zé. Tu podes bem com eles!

S. JOSÉ

16 Maio, 2010 0

 

Podem procurar com lupa que não o encontram na fotografia. José Mourinho despediu-se do relvado quando soou o apito final do árbitro em Siena. Tal como na final da Champions, “missão cumprida, ala que se faz tarde”. Dobradinha no Inter, bis no campeonato, possibilidade fortíssima de conquistar também a Liga dos Campeões. José Mourinho não precisava de ir para próximo do Vaticano para ser canonizado como santo maior do panteão dos treinadores. O treinador português pode continuar a ser um mal amado mas a verdade é que é uma máquina de vitórias e conquistas. Um verdadeiro alienígena num planeta onde a inveja foi elevada à categoria de valor. Os apedeutas jamais conseguirão perceber que quando olham para José Mourinho não estão a olhar para um treinador com estrelinha – estão simplesmentes a observar um treinador talhado para o estrelato, um Sol gigante que ilumina mesmo o mais obscuro dos ambientes.

Na minha singela modéstia, curvo-me perante a excelência do homem e a dimensão da sua obra.

MOURINHO COMEU-OS DE CEBOLADA

28 Abril, 2010 0

 

O mesmo sprint de Sevilha ou de Old Trafford. Mourinho em êxtase. O melhor treinador do mundo não levou um autocarro para o Camp Nou, levou toda a frota da Carris e da STCP e ainda as camionetas da Resende.

Confesso que só me concentrei no jogo a partir do minuto 56. O que vi até ao fim foi o maior espectáculo táctico que passou à frente dos meus olhos.

Não era um jogo de futebol, era um jogo de andebol. Com o Barça a tentar atirar à baliza mas a esbarrar numa linha de nove homens que cercavam a área italiana. Algo que me fez lembrar o cerco de Lisboa. Ganhou quem defendeu, e bem, o castelo. Perdeu quem usou todos os recursos que tinha para conseguir derrubar as muralhas.

José Mourinho mostrou que o futebol é como a guerra – o mais importante não é o poder de fogo, a vantagem do terreno, o apoio popular. O mais importante continua a ser o querer. Um querer pensado e logo executado. Uma máquina perfeita. Feia mas perfeitamente sublime.

O Inter de Mourinho fica para a história pelo que fez no Camp Nou.

O futebol nunca mais será o mesmo, em termos tácticos e estratégicos, depois do que aconteceu esta quarta-feira à noite.