Hoje, num desses painéis das televisões ditas informativas, fez-se mais um inquérito sobre a crise que se abateu sobre Alvalade, o Campo Grande e uma aldeia do concelho do Pombal. A coisa terminou com um culpado: a “minoria” de críticos do ambiente leonino. Até qualificaram esta minoria mas foi com um adjectivo tão ridículo que até já me esqueci… Godinho Lopes ficou em 2.º lugar e para quem votou com valor acrescentado Domingos apenas mereceu 2% das tendências. Curiosamente, não é o que se verifica na sempre animada caixa de comentários de BnA, um dos grandes sacos de gatos do futebol nacional, onde, até ordem em contrário, não existe lei da rolha nem censura.

Hoje são muitos os que apresentam teorias do tipo “eu sabia que isto ia acontecer” mas a verdade é que há um mês atrás havia um coro a cantar loas ao Sporting de Domingos, às suas jovens promessas e à qualidade do seu futebol.

Os testes FC Porto e Sp. Braga tramaram tudo.

Uma grande equipa não se faz com um truque de magia de Carlos Freitas nem com um toque de varinha de condão de um treinador que fez em Braga um trabalho sensacional, embora escorado em toda uma década de trabalho consolidado, como já se tinha visto quando a equipa fora comandada por Jesualdo Ferreira e, a seguir, por Jorge Jesus, para já não falar no que foi feito antes por Manuel Cajuda…

 Acontece simplesmente que o Sporting é um clube com sérios problemas financeiros. Não tem margem de manobra e não tem a estabilidade de um Sp. Braga. Esta é uma realidade que os adeptos leoninos, mesmos os da tal aldeia do Pombal, têm de interiorizar. Isto, claro, se entretanto Bruno Carvalho não aparecer de novo aí com um par de investidores russos…

Nos últimos dez anos, o Sporting ganhou um título nacional. Nos últimos 30, pelas minhas contas ganhou 3 ou 4.

 É isto que dói, é isto que mata.

Venisti ave legisti salve

COMENTÁRIO EM DESTAQUE

julio moreira disse em 24-01-2012 às 09h25

EQ

Por muito que isto custe aos sportinguistas não é de uma época para a outra que se inverte o caminho de sucessivas quedas em direcção ao abismo que pautou o comportamento da equipa nios últimos anos. Aflitiva, a meu ver, a sucessiva perca de identidade do clube, com a cereja no topo do bolo protagonizada no episodio da “maçã podre”, que de podre não tinha nada como, rapidamente, se viu.

No fundo aquilo que tem caracterizado a vida do Sporting nos últimos anos.

Isto, parece-me, é factual e uma boa base para se interiorizar que a retoma terá que ser gradual.

E que quanto maior fôr a demagogia directiva de Cristovão e companhia, mais dificil, agora, se torna segurar uma onda de desencanto e impedir que caia aquilo que já foi feito nesta época.

A realidade é que o plantel ainda é curto e a lesão de Rinaud precipitou a queda.

Há que tentar salvar os objectivos que restam.

E manter a cabeça fria a nivel directivo.

Calem-se e trabalhem !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!